sábado, 10 de dezembro de 2011

O Poder Curativo da mente

Um dos maiores contributos da ciência moderna foi descobrir que a mente e o corpo não são coisas separadas e independentes, apenas uma mesma entidade vista sob pontos de vista diferentes. Assim, Descartes equivocou-se ao separar o corpo e a mente. A Medicina Ocidental acabou por seguir os seus passos e também ela se enganou, ao deixar de lado a importância do estado mental dos sujeitos no momento de avaliar o seu estado de saúde. Actualmente, o conceito de saúde segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) refere que esta é o estado completo de bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença ou enfermidade. Este novo enfoque de saúde integra uma dimensão mais ampla do sujeito, nas suas dimensões física, mental e social. A análise de diversos estudos que relacionam as emoções e a saúde mostram que há, entre estes dois conceitos, uma relação muito próxima: as pessoas que padecem de um mal-estar crónico (por exemplo, ansiedade, preocupações, depressão, pensamentos negativos face à vida, hostilidade), têm uma maior probabilidade de padecer de alguma enfermidade grave. Os investigadores do novo campo científico da psiconeuroimunologia (que estuda as relações biológicas entre a mente, o cérebro e o sistema imunológico) têm realizado descobertas interessantes sobre os misteriosos mecanismos que interligam a mente e o corpo, pondo em destaque as ligações entre os focos emocionais do cérebro e o sistema imunológico e cardiovascular. Quando sofremos de uma tensão nervosa crónica, quando o corpo se vê continuamente pressionado nesta luta interna, com a consequente descarga de hormonas, diminui a capacidade do sistema imunológico defender-se dos vírus, por mais pequenos que possam ser, ao mesmo tempo que o coração se vê obrigado a aumentar a pressão sanguínea e a bombear desesperadamente com intuito de preparar o corpo para uma emergência. A consequência final é o aumento da vulnerabilidade perante enfermidades de todo o tipo. Pelo contrário, quando a nossa mente está em paz consigo mesma, ela protege a saúde do corpo. Este é um dos princípios fundamentais de vários sistemas tradicionais, como é o caso da Medicina Tradicional Tibetana, Medicina Chinesa, Medicina Ayurvédica, Taoísmo, entre outras.