sábado, 10 de dezembro de 2011

Qual é o caminho?...


Quantas vezes já não nos questionamos qual é o nosso caminho, qual é o verdadeiro caminho que devemos seguir. As respostas para esta questão são inúmeras, por vezes confusas, difusas e contraditórias.
Muitas pessoas para responderem a esta questão, socorrem-se das informações que vão lendo aqui e ali ou que lhes são transmitidas pelos outros, todavia, ainda se encontram a deambular na procura insana do caminho... A este propósito, importa referir que o caminho, antes de mais, é uma escolha e como tal, é pessoal. E como se trata de algo pessoal deverá ser encontrado pelo próprio sujeito que o procura. Assim sendo, o caminho de cada um é encontrado quando estão abertos os canais que levam ao seu interior. Não adianta percorrermos estradas e atalhos que pertencem aos outros, não adianta procurarmos caminhos similares para não nos sentirmos sozinhos... Apesar da experiência que se adquire nestas deambulações de procura, encontramo-nos, cada vez mais, afastados do nosso verdadeiro caminho. O nosso verdadeiro caminho é o interior. Aquele que se constitui como um reservatório de aprendizagens intemporais e que diz respeito apenas a cada um de nós na nossa individualidade física, moral, sensorial e espiritual. Quando o caminho interior surgir na nossa vida, não podemos esperar que tudo se torne mais fácil e mais acessível. Pelo contrário. Quando o caminho é encontrado e quando acreditamos tratar-se verdadeiramente do "nosso" caminho, mil e um obstáculos surgem para que possamos ter certeza que é por ali que queremos continuar. É neste sentido que devemos ter consciência da impermanência da vida, i.e., do seu estado permanente de mudança. Quando não aceitamos este facto, não podemos sentir-nos tranquilos e, consequentemente, abraçamos o sofrimento. Este, por sua vez, aporta inúmeros questões que colocam em causa o nosso caminho.A chave encontra-se, então, em procurarmos aceitar tudo aquilo que nos rodeia de forma inteligente e procurarmos aprofundar o nosso encontro connosco mesmos, por forma a trazermos paz, harmonia e felicidade para o nosso coração.

O Poder Curativo da mente

Um dos maiores contributos da ciência moderna foi descobrir que a mente e o corpo não são coisas separadas e independentes, apenas uma mesma entidade vista sob pontos de vista diferentes. Assim, Descartes equivocou-se ao separar o corpo e a mente. A Medicina Ocidental acabou por seguir os seus passos e também ela se enganou, ao deixar de lado a importância do estado mental dos sujeitos no momento de avaliar o seu estado de saúde. Actualmente, o conceito de saúde segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) refere que esta é o estado completo de bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença ou enfermidade. Este novo enfoque de saúde integra uma dimensão mais ampla do sujeito, nas suas dimensões física, mental e social. A análise de diversos estudos que relacionam as emoções e a saúde mostram que há, entre estes dois conceitos, uma relação muito próxima: as pessoas que padecem de um mal-estar crónico (por exemplo, ansiedade, preocupações, depressão, pensamentos negativos face à vida, hostilidade), têm uma maior probabilidade de padecer de alguma enfermidade grave. Os investigadores do novo campo científico da psiconeuroimunologia (que estuda as relações biológicas entre a mente, o cérebro e o sistema imunológico) têm realizado descobertas interessantes sobre os misteriosos mecanismos que interligam a mente e o corpo, pondo em destaque as ligações entre os focos emocionais do cérebro e o sistema imunológico e cardiovascular. Quando sofremos de uma tensão nervosa crónica, quando o corpo se vê continuamente pressionado nesta luta interna, com a consequente descarga de hormonas, diminui a capacidade do sistema imunológico defender-se dos vírus, por mais pequenos que possam ser, ao mesmo tempo que o coração se vê obrigado a aumentar a pressão sanguínea e a bombear desesperadamente com intuito de preparar o corpo para uma emergência. A consequência final é o aumento da vulnerabilidade perante enfermidades de todo o tipo. Pelo contrário, quando a nossa mente está em paz consigo mesma, ela protege a saúde do corpo. Este é um dos princípios fundamentais de vários sistemas tradicionais, como é o caso da Medicina Tradicional Tibetana, Medicina Chinesa, Medicina Ayurvédica, Taoísmo, entre outras.

Distracção dos sentidos




Um homem sussurrou: Deus, fale comigo!
E um rouxinol começou a cantar. Mas o homem não ouviu.
E repetiu: Deus, fale comigo!
E um trovão ecoou nos céus. Mas o homem foi incapaz de ouvir.
Olhou em volta e disse: Deus, deixe-me vê-lo!
E uma luz brilhou no céu. Mas o homem não a notou.
E começou a gritar: Deus mostre-me um milagre! E uma criança nasceu.
Mas o homem não sentiu o pulsar da vida.
E começou a chorar e a desesperar-se.
Deus, toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo!
E uma borboleta pousou suavemente no seu ombro. O homem espantou a borboleta com a mão.
E, desiludido continuou sem rumo, triste, sozinho e com medo.  

Dos Índios Cherokees (Livro By San Etioy)