Esta questão faz parte do reportório do ser humano. Quantas vezes já não ouvimos outros a questionarem se somos ou não inseguros? E quantas vezes, também, nós próprios assumimos que somos inseguros nos nossos diálogos internos e externos?
Pois é, hoje pensei sobre a insegurança e cheguei a uma conclusão. Estamos todos enganados, deludidos. A nossa mente obnubilada não nos permite ir mais além do que aquilo que ela vê. A insegurança significa um não à-vontade ou mesmo dificuldades na vida relacionadas com a confiança. Ser inseguro é, portanto, um não à-vontade ou dificuldade em todas as áreas da nossa vida. Mas isto na pode ser assumido como verdade. Podemos ser inseguros em determinadas áreas da nossa vida e não o sermos em outras. Isto faz de nós inseguros ou pelo contrário faz de nós seres com alguma insegurança em determinadas Eu posso ser uma pessoa insegura perante o meu futuro, posso sentir insegurança nas relações interpessoais que estabeleço e posso sentir-me insegura em situações que desconheço. No entanto, eu posso ser uma pessoa segura em relação àquilo que quero, em relação àquilo que não quero e posso ser segura em relação às minhas competências específicas de poesia. E então, sou ou não uma pessoa insegura?
Questionar sobre a nossa insegurança leva-nos a uma das grandes falácias do ser humano e que nos remete para a generalização. O ser humano não consegue movimentar-se sem atribuir um significado (para si inteligível) às coisas que o rodeiam e a si próprio. Por esse motivo, a partir de determinadas características ou atributos generaliza-os em função de uma categoria ou bloco de informação. Por conseguinte, assume como verdadeiro o todo e não as partes. Esta dificuldade está patente em tudo aquilo que nos rodeia e nas significações que atribuímos ao nosso redor.
Partindo deste princípio, então, talvez a maioria das pessoas que se assume ou que se acredita como sendo insegura, não o é. Apenas o é em algumas das áreas da sua vida e isso não faz dela uma pessoa insegura. A importância de compreendermos esta aceção radica no impacte que a mesma tem nos nossos discursos interiores e, consequentemente, em toda a nossa vida. Talvez por isso muitas vezes sofremos, dada a incapacidade de diferenciarmos as partes do todo.
Os nossos discursos internos acabam por ir neste sentido, isto é, ao me assumir como uma pessoa insegura, eu só posso ter comportamentos que reforçam essa minha crença, como se se tratasse de uma profecia autorealizada.
Partindo deste princípio, então, talvez a maioria das pessoas que se assume ou que se acredita como sendo insegura, não o é. Apenas o é em algumas das áreas da sua vida e isso não faz dela uma pessoa insegura. A importância de compreendermos esta aceção radica no impacte que a mesma tem nos nossos discursos interiores e, consequentemente, em toda a nossa vida. Talvez por isso muitas vezes sofremos, dada a incapacidade de diferenciarmos as partes do todo.
Os nossos discursos internos acabam por ir neste sentido, isto é, ao me assumir como uma pessoa insegura, eu só posso ter comportamentos que reforçam essa minha crença, como se se tratasse de uma profecia autorealizada.
Na verdade, quando alguém lhe perguntar se você é uma pessoa insegura, sugiro que pense duas vezes antes de dar a sua resposta. Analise quais as suas inseguranças e decida se realmente essas dificuldades são extensíveis a todas as áreas da sua vida ou, se pelo contrário, se restringem a áreas específicas que você consegue facilmente identificar.


